Mostrando postagens com marcador the pub. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador the pub. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dia dos Namorados, 12 de Junho de 2010


Sábado, dia 12 de junho, dia dos Namorados. Eita pau!

Passou da época que os solteiros se preocupavam com este famigerado dia em que os motéis ficam lotados e os carros fazem fila como se fosse o drive thru do sexo.

Como eu dizia, os solteiros agora podem curtir o dia dos namorados muito bem, e até mesmo encontrar sua cara metade, ou não.

Este dia, o qual eu estava mandando pra pqp, várias festas pela cidade prometiam uma boa noite de diversão para os solteiros.

Olha algumas das festas que estavam rolando:




Depois de algum debate entre os amigos, no qual só eu gastava meus créditos (bando de fdp sem crédito, quer celular pra que, bando de vagabundo?!).



Respira... conta até 10...

Certo. Combinamos de ir prum tal de Ibiza. Queria conhecer esse lugar.

Cometo o erro de sair de casa as 22:00. Cedo demais para Fortaleza. Passo em frente ao Ibiza... nada acontecendo. Vou para o Cine Betão, cinema pornô de Fortaleza onde aconteceria uma festa, ninguém por lá, nem um ser alternativo sequer perambulando.

Vamos ao Dragão então. B. e P. (evitarei nomes) vão logo tomando um chopp de vinho no Bexiga. Eu não, pois sou uma pessoa responsável que não bebe (mentira! Estava dirigindo e, como ainda íamos pra outro lugar, não queria levar uma multa de quase mil reais numa blitz modafoca).





Decidimos ir ao The Pub! Lugarzinho legal, sempre rolando rock'n roll.



Quando você entra no The Pub, primeira coisa que dá vontade é jogar RPG, por causa da decoração do lugar, que faz você se sentir um pouco em Dungeons & Dragons.
À primeira vista é um lugar pequeno, com dois andares, porém andando mais um pouco, você passa por um portal que vai dar em outro mundo!!!! Não, brincando, você apenas passa por uma porta que dá em outro vão do lugar, onde rola musica ao vivo.

Ao entrar, quem estava solteiro ou quem queria parecer solteiro, colocava uma pulseira rosa no pulso.

Lá encontramos N., que nos apresentou a M. e A. Por coincidência elas também comentaram sobre ir ao Ibiza. Depois de umas e outras, fomos todos. Menos P., que ficou pelo The Pub "ficando", if you know what I mean.



Chegamos ao Ibiza Club.



De início se encontra o problema de lugar para estacionar, é o jeito deixar o carro na frente do lugar mesmo, onde parece ser o lugar mais seguro.

O lugar funciona com aquele sistema de cartões, que ao final você passa e paga tudo.



Ibiza já começou me assustando. Ao perguntar a uma pessoa onde era o banheiro, eis que me respondem:

- É logo ali, mas cuidado!

Lá fui eu, com muito cuidado, olhando pra todos os lados e protegendo a retaguarda.

Com dois andares, Ibiza Club oferece um espaço amplo com uma boa estrutura, com exceção duns malditos pingos que caíam do teto. Não sei se eram de ar-condicionado ou de tubulação furada, mas já estavam enchendo o saco!

O Dj fica em um lugar de destaque, bem personalizado, pena que não tirei foto, pois nessa hora eu já estava curtindo, blogueiro tem que ter vida social também.

Falando ainda no Dj, as músicas eram tão remixadas que ficava difícil cantar junto, o que para os fãs de Gaga deve ser quase um pecado.

Quanto ao público que compareceu, pode-se dizer que 10 por cento era hetero. O lugar realmente caiu no gosto do público GLS de Fortaleza, mais G e S do que L no entanto. Por mim, problema algum, respeito e tudo, mesmo sendo hétero já fui a outros lugares assim.

Mas o clima lá tava tão pesado que me senti um filé jogado aos cachorros hahahahaha. ¬¬' sério.

Um moça muito distinta, entretanto, salvou-me.

Saímos para pegar um pouco de ar, mesmo isso sendo controverso, uma vez que só podia sair quem fumava. Cigarro na mão, não traguei, deixei o vento tragar.

Mais uma nova amizade é feita lá fora, porém, desta vez, não é humana.



Julieta, a cadela, estava desconsolada dormindo na sarjeta, havia tomado todas, lembrando que seu ex-namorado, um cachorro!, a tinha traído com uma cadela! na noite anterior.

Chego em casa as 5:30 da manhã do dia 13 de junho, uma garrafa de vodka esquecida no meu carro balança dum lado pra outro, fazendo um tilintar monótono. Ainda bem não que subi com a maldita pra casa, minha mãe estava fazendo café. Não bebi, não fumei, mas se chegasse em casa com uma garrafa de vodka na mão, ela diria até mesmo que matei alguém atropelado.

Minha mãe é perigosa e guarda uma shotgun debaixo da cama oO!

domingo, 25 de abril de 2010

Cover Night II - Capitulo Disco

De início peço desculpas por não ter tirado fotos do evento que discorro a seguir, falha minha, mas sei que meu modo de escrever irá compensar tal defeito escusável.

Compareci ao Capítulo Disco, uma das novas casas de show de Fortaleza, localizado ao lado do Mucuripe Club. Capítulo surge como a mais nova opção e talvez melhor, para o gosto deste blogueiro. Explico-me. O estabelecimento possui dois andares amplos, uma ótima estrutura, abrigando no térreo os Djs e no segundo andar um palco para shows. Não tão grande quanto o Mucuripe Club, mas não tão pequeno quanto o Órbita.

Dá um medinho quando o público começa a pular, fazendo o chão do segundo andar balançar hehe.

O palco é maior que o do The Pub e do Órbita, assim como o local para o público curtir a apresentação. Possui ainda entradas de ar muito bem localizadas que ajudam a não esquentar tanto. Eu digo “tanto”, pois esquentar é inevitável em Fortaleza. Chato mesmo é lá fora pra estacionar o carro. Não há realmente um lugar próprio, a não ser que você chegue muito cedo. Logo, é o jeito render-se aos desgraçados dos flanelinhas, que cobram 5 reais! 5 reais pra você colocar o carro na rua, próximo à calçada... mas fazer o quê? Ou é isso, ou, no mínimo, o maldito arranha seu carro.

Cheguei tarde, perto da meia-noite (o que não é tarde considerando que tudo em Fortaleza começa tarde). No entanto foi o suficiente pra ter perdido os covers do Biquíni Cavadão – não foi grande perda, já que todo mês o Biquíni está por aqui -, do Jota Quest (não me importo mesmo) e The Strokes (uma pena ter perdido). Todavia, restou-me, ao que parece, o melhor da noite, o cover de Los Hermanos, realizado pela banda Retrato Ventura.

Na verdade, o Retrato Ventura já se firmou em fortaleza como uma grande banda cover dos Los Hermanos. Muito bem ensaiada, e contando com vários fãs na platéia, Retrato Ventura tocou muito bem, como já é de praxe. Todos seguiam cantando juntos as letras, até mesmo uma música de Roberto Carlos, que se frisou fazer aniversário este mês. Não lembro qual era a música, quase certeza que foi “Traumas”, mas sei que os Hermanos oficiais já a cantaram uma vez. Falando em Roberto Carlos, a mãe do cantor faleceu este mês também, mas não é sobre isto que escrevo.



Pois bem, meus caros, Capítulo Disco, ao contrário dos outros estabelecimentos que funcionaram no mesmo lugar, é um espaço hétero. Sem preconceitos, claro! Apenas uma curiosidade a ser notada, afinal, o único requisito para entrar no lugar é a maioridade. No entanto, assim como em outro lugares, a fiscalização não é tão rígida.

A cerveja servida foi Nobel, Nova Schin (eca, parece cerveja com água) e a Paris Hilton, ops... Devassa! Não sei a razão dos estabelecimentos servirem Nova Schin, dificilmente você encontra uma pessoa que goste dessa breja. No Siará Hall também vendem essa cerveja aguada. Melhor seria ficar apenas com a Nobel que é boazinha. Opinião própria, claro, mas que com certeza abarca a maioria conhecedora da loira gelada.


O sistema de pagamento do Capítulo é realizado através de cartão magnético. Recebe na entrada o plástico, vindo a pagar apenas no final. Esse sistema tem seu lado positivo e negativo.

-Ponto Positivo: Agiliza na hora de comprar. Só passar o cartão e pronto, você está enchendo a cara. Não precisa ficar comprando aqueles papéis impressos, ou fichas.

-Ponto Negativo: Apesar de o lugar ter várias cabines de caixa, fica ainda uma fila longa, pra você esperar pagar no final. Você está morto, pés doendo, e lá feito um condenado na fila esperando.


Achei o preço “salgado” para entrar: 20 reais. Tudo bem que houve venda antecipada de 10 reais, no entanto, ainda sim, considero caro, tendo em vista que a consumação no interior da casa é de preço elevado, com cerveja custando 4 reais... Que fizessem ao menos por 15 a entrada! Afinal, ainda tem o desgraçado do José, o flanelinha te cobrando 5 reais pra estacionar o carro numa área que pertence a população de fortaleza. Somos estudantes e proletariado, guerreiros da madrugada que pretendem sair no outro final de semana novamente. Quem sabe ir novamente ao Capítulo... quem sabe. Mas como já se gastou tanto nessa semana, complica ir na outra. Perde eu, perde você e eles também. A longo prazo para as empresas, obviamente... A curto prazo aos guerreiros da madrugada, estudantes lascados e proletariado endividado.

- Fernando, que revolta é esta?!

Ah, queridos leitores, virei a noite e vos escrevo as presentes linhas do trabalho. Sim! Trabalho! Deitei-me ao lado de bela sereia por umas duas horas, mas minha insônia não me permitiu dormir. Levantei-me, tomei banho, despedi-me de uma sereia de mau humor e dirigi-me para labuta. Fica a dica, se encontrares uma sereia, deixa-a dormir, elas precisam dormir para depois nos encantar. E, caso a sereia em questão chegue a ler este post, não cerres o cenho e comprima a boca, lembra-te que não dormi e salvei-te do alarme do celular.

- Mas iaí, Fernando, tu indicas ir ao Capítulo Disco?

Baseado nesta primeira visita que realizei, sim! Após o show rolou uma ótima discotecagem, technera muito bem selecionada e luzes piscando (tchiu-tchiu!) de um lado pro outro no salão. Alguns espelhos nas laterais para os narcisistas e menininhas ficarem se olhando enquanto dançam.

O público que compareceu ao evento foi bem variado, provavelmente devido aos estilos da bandas que tocaram, algo bem eclético. O que é ótimo. Chega uma hora que você cansa de ver aquelas pessoas padronizadas que normalmente batem ponto no Mucuripe Club, quais sejam, os playboyzinhos bombadinhos, ou metidos a fortões dentro de suas camisas pólos cheias de adornos, segurando com destreza na mesma mão um energético e um copo com gelo.


Enquanto as moças, mais frescas do que nunca, vestem-se para serem olhadas pelas outras mulheres, maquiagem pesada no rosto, cabelos chapeados, quase todas iguais, faltando um estilo que lhes seja próprio.


Na saída, o dono do local estava lá sorridente, com seu sotaque pesado de português, agradecendo os clientes pela preferência, com os olhos brilhando, desejando que seu estabelecimento não seja apenas mais um capítulo na história das noites de Fortaleza.